Para a realização da 3ª Marcha de Mulheres Negras do estado Rio de Janeiro o FEMN/RJ criou e colocou em prática estratégia de mobilização envolvendo todas as regiões do estado. Isso tem resultado em ações/atividades de seminário, plenárias e panfletagem nos municípios em diálogo permanente com organizações locais de mulheres negras. Nesse processo de mobilização foram realizadas e/ou já estão programadas 7 plenárias/seminários locais/regionais. Essa estratégia também inclui reuniões e negociações com o poder público local buscando sua co-responsabilidade por apoiar a participação dessas organizações na 3ª MMN/RJ. Finalmente, no que diz respeito às estratégias de mobilização sublinhamos também as ações de panfletagem nos municípios e bairros do Rio de Janeiro interagindo com a população local e, em especial, com as mulheres nesses seus territórios. Nessa iniciativa de panfletagem a recepção à proposta da 3ª MMN/RJ tem obtido reposta muito positiva. Nessas situações tem sido enfatizado o significado de, no ano de 2017, o Rio de Janeiro comemorar os 10 anos do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha no Estado do Rio de Janeiro, reforçando, objetivamente, a compreensão de que Nossos Passos Vem de Longe. Além disso, esses momentos tem sido uma oportunidade de divulgar as negociações que resultaram na recente aprovação do Fórum Permanente de Diálogo de Mulheres Negras com a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), que deverá se constituir em importante canal de discussão e aprimoramento de políticas públicas destinadas a assegurar os direitos das mulheres negras do estado do Rio de Janeiro.
segunda-feira, 25 de março de 2019
Rumo à 5ª Marcha de Mulheres Negras RJ
Mobilização
e participação do FEMN/RJ na Marcha das Mulheres Negras Contra o
Racismo, a Violência e pelo Bem-Viver (Brasília, Novembro de 2015)
Mais recentemente, essa forma de atuação e representação orientou
as estratégias de mobilização do Fórum para que as mulheres do
Rio de Janeiro participassem da Marcha das Mulheres Negras Contra o
Racismo, a Violência e pelo Bem-Viver, realizada em Brasília, em 18
de novembro de 2015. Essa iniciativa criou um Comitê Nacional
Impulsor, responsável decisões estratégicas de organização, e
composto por representantes de articulações e redes com atuação
nacional. Entre essas organizações, o Fórum Nacional de Mulheres
Negras contou com duas representantes, entre elas uma representante
do FEMN/RJ. O Rio de Janeiro foi o estado com o maior número de
mulheres negras presentes a essa Marcha de Mulheres 2015: mais de
1.500 mulheres negras. No processo de mobilização, o FEMN/RJ
conseguiu empreender negociações que garantiram o fretamento de 21
ônibus, apoiados pela Prefeitura da cidade do do Rio de Janeiro,
CUT/RJ, UGT/RJ, PT/RJ, Federação das Associações de Favelas do
Estado do Rio de Janeiro (FAFERJ), UNEGRO/RJ, mandato da deputada
federal Rosangela Gomes. Essas negociações resultaram na
participação de mulheres negras dos municípios de Campos, Duque
de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Magé, Maricá, Mesquita, Niterói,
Nova Iguaçu, Petrópolis, Rio de Janeiro (Capital), São Gonçalo,
São João de Meriti, Seropédica e Volta Redonda, Petrópolis, Rio
de Janeiro – Pós-Marcha das Mulheres Negras 2015 Em dezembro de
2015, o FEMN/RJ realizou reunião de avaliação do processo de
mobilização e participação na Marcha das Mulheres Negras Contra o
Racismo, a Violência e pelo Bem-Viver. com a participação de
representantes da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e de outros
municípios do estado. Nessa reunião foi defendida, por unanimidade,
a necessidade de dar continuidade às ações de mobilização das
mulheres negras do Rio de Janeiro, buscando a visibilidade dos
processos de organização e pauta de reivindicações e realização
da 2ª Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, como parte das
comemorações do Dia da Mulher Negra Latino-americana do Rio de
Janeiro. A 2ª Marcha das Mulheres Negras foi realizada na Praia de
Copacabana, no dia 31 de julho de 2016, com aproximadamente 2.000
participantes. Nessa oportunidade, o FEMN/RJ elaborou e divulgou o
Documento Marcha de Mulheres Negras 2016, com avaliação sobre a
situação das mulheres negras no Rio de Janeiro e pauta de
reivindicações. Os resultados positivos de iniciativa é que
inspira o FEMN/RJ a realizar, em 2017, a 3ª Marcha de Mulheres
Negras do estado do Rio de Janeiro, fazendo 3 desse o momento de
celebração dos 10 anos da Lei 5071/2007, que institui o dia 25 de
Julho – Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, no
calendário que comemorativo do estado do Rio de Janeiro. Em 2018 nossa luta foi enlutada pelo assassinato de Marielle e Anderson!
Neste ano de 2019, a Marcha das Mulheres Negras acontecerá no dia 28 de julho!
Neste ano de 2019, a Marcha das Mulheres Negras acontecerá no dia 28 de julho!
Articulação institucional do FEMN/RJ
O
FEMN/RJ tem histórico amplo de articulação com representações
locais, regional e nacional de mulheres e população negra. No
âmbito estadual, destacam-se a participação de representantes no:
Conselho Estadual da Mulher (CEDIM), Conselho Estadual dos Diretos
dos Negros (CEDINE), Comitê Municipal de Saúde da População
Negra, Comitê Municipal de Saúde da População Negra, Conselho
Distrital de Saúde, Fórum de Mulheres das Centrais Sindicais, Fórum
8 de março – articulação responsável por conduzir as ações
unificadas das organizações de mulheres para as comemorações do
Dia Internacional da Mulher na cidade do Rio de Janeiro. No âmbito
nacional, destacam-se, entre outas, a vinculação ao Fórum Nacional
de Mulheres Negras.
Quem Somos
O
Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro (FEMN/RJ) foi
criado em finais dos anos 1980, como decorrência do processo de
mobilização na realização do I Encontro Nacional de Mulheres
Negras, realizado em Valença (RJ), em dezembro de 1988. O FEMN/RJ
nasce tendo como objetivo constituir-se em um espaço democrático de
discussão e articulação política com o intuito de contribuir para
o fortalecimento institucional das mulheres negras organizadas em
diversos segmentos da sociedade civil. Desde então, o FEMN/RJ tem
tido o compromisso de dar visibilidade às conquistas coletivas das
mulheres negras e, também, às intervenções de enfrentamento às
situações de discriminação racial e racismo que fazem parte,
delituosamente, do quotidiano das mulheres negras por todo o país.
Nessa perspectiva, o FEMN/RJ tem entre as sua prioridades reunir as
mulheres negras para a formulação coletiva de propostas e projetos
que incidam sobre o aprimoramento das políticas públicas, buscando
garantir a sua eficácia na redução das desigualdades
étnico/raciais, no combate a discriminação especifica sofre as
mulheres negras quando comparadas às mulheres brancas e, também,
buscando garantir o empoderamento das mulheres nesse processo de
intervenção pública. Objetivos e linhas de atuação do FEMN/RJ O
Fórum mantém os objetivos que lhe deram origem: mobilizar as
mulheres negras para que essas participem e interfiram nos processos
de elaboração de políticas públicas locais, dialoguem com o poder
público e outros segmentos organizados da sociedade civil para
garantir a perspectiva de combate à discriminação racial, à
superação das desigualdades étnico/raciais e, principalmente, os
direitos das mulheres negras a uma vida digna em amplo sentido. Todas
as intervenções do FEMN estão voltadas a assegurar os direitos
sociais, econômicos, culturais e políticos das mulheres negras como
princípio fundamental à sua cidadania, autonomia, autoestima e
empoderamento. Direitos essenciais a uma vida sem violência. Ao
longo de sua história, o FEMN/RJ tem atuado intensamente em
atividades de formação de quadros, realizando reuniões com grupos
de mulheres negras de vários municípios do estado, participado e
proposto audiências públicas junto aos representantes dos poderes
legislativo e executivo, além da organização de marchas e
manifestações , o objetivo é dar voz às demandas e interesses
das mulheres negras do estado do Rio de Janeiro. Com essa perspectiva
de atuação, o FEMN/RJ se constituiu como espaço coletivo de
organização pluralista das mulheres negras no estado do Rio de
Janeiro, garantido a participação plena de mulheres negras com
inserção em distintos segmentos da sociedade civil organizada:
organizações do movimento negro, organizações do movimento de
mulheres e/ou feministas negras, associação de moradores e favelas, Povos e comunidades tradicionais de de matriz africana, organizações cristãs,
organizações católicas, sindicatos, órgãos de classe, partidos
políticos, grupos e agremiações culturais, por exemplo.
Luto na luta!
Este blog tem estado congelado desde março de 2018. Sua última postagem dá conta de fazer a crítica a intervenção. Apenas dez dias depois uma vereadora leita com mais de 46 mil votos é assassinada é mais de um ano depois os órgãos competentes não deram conta das respostas.
Neste pouco mais de um ano, não ficamos paradas. E nossa retomada a este espaço de informação trás algumas dicas de leitura em links de assuntos relacionados as nossas pautas e te atualizar sobre nossas ações.
Neste link podemos observar os impactos da campanha "Eu voto nas Pretas"
https://congressoemfoco.uol.com.br/eleicoes/rio-de-janeiro-e-o-estado-com-mais-mulheres-negras-concorrendo-em-2018/
Aqui você pode encontrar um artigo sobre os desafios de ser Mulheres Negras
ttp://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_artigo_hist_ufpr_marciadevargas.pdf
Neste link você acompanha nossa atuação no Fórum Social Mundial de 2018 na Bahia e tb enc
https://wsf2018.org/grupos/forum-estadual-de-mulheres-negras-rj/
Noticia do Fórum de Mulheres Negras do Espirito Santo
https://seculodiario.com.br/public/jornal/materia/forum-de-mulheres-negras-do-estado-se-mobiliza-para-encontro-estadual-e-marcha
Aqui vamos ter noticia do Fórum Permanente de Dialogo das Mulheres Negras com Legislativo, empreendedorismo politico do Fórum de Mulheres Negras
http://radioagencianacional.ebc.com.br/direitos-humanos/audio/2017-07/alerj-cria-forum-permanente-de-dialogo-com-mulheres-negras-para
Nosso face: https://www.facebook.com/FEMNEGRASRJ/
Neste pouco mais de um ano, não ficamos paradas. E nossa retomada a este espaço de informação trás algumas dicas de leitura em links de assuntos relacionados as nossas pautas e te atualizar sobre nossas ações.
Neste link podemos observar os impactos da campanha "Eu voto nas Pretas"
https://congressoemfoco.uol.com.br/eleicoes/rio-de-janeiro-e-o-estado-com-mais-mulheres-negras-concorrendo-em-2018/
Aqui você pode encontrar um artigo sobre os desafios de ser Mulheres Negras
ttp://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_artigo_hist_ufpr_marciadevargas.pdf
Neste link você acompanha nossa atuação no Fórum Social Mundial de 2018 na Bahia e tb enc
https://wsf2018.org/grupos/forum-estadual-de-mulheres-negras-rj/
Noticia do Fórum de Mulheres Negras do Espirito Santo
https://seculodiario.com.br/public/jornal/materia/forum-de-mulheres-negras-do-estado-se-mobiliza-para-encontro-estadual-e-marcha
Aqui vamos ter noticia do Fórum Permanente de Dialogo das Mulheres Negras com Legislativo, empreendedorismo politico do Fórum de Mulheres Negras
http://radioagencianacional.ebc.com.br/direitos-humanos/audio/2017-07/alerj-cria-forum-permanente-de-dialogo-com-mulheres-negras-para
Nosso face: https://www.facebook.com/FEMNEGRASRJ/
DE MULHER NEGRA PARA MULHER NEGRA
Havia uma aldeia. Um dia chegou a essa aldeia uma amazona de torço estampado de esperança, montada num cavalo negro como nossa ancestralidade.
E ela, como um antigo “griot”, contava e contava histórias.
Histórias das mulheres guerreiras, histórias dos Núbios, de civilizações egípcias cor da noite que construíram a base da humanidade. Contava história de Nani, no centro da América defendendo seu povo.
O que ela queria, todo tempo, era passar para o povo da aldeia o entendimento daquilo que eles viam a seu redor. O tempo todo ela contava a perspicácia dos caminhos que outras tribos percorreram. Ela transmitia CONHECIMENTO.
A idéia de liberdade passada por essa amazona, de torço estampado de esperança, montada em seu cavalo negro como nossa ancestralidade era tanta, que várias outras aldeias, tribos, estados pararam para ouvi-la.
E absorviam cada idéia contada por ela.
Um dia, quando a aldeia acordou, percebeu que ela havia partido.
Todos ficaram perplexos, confusos... Como? Quem nos contaria outras histórias, quem?
A aldeia caiu em desânimo, tamanha era a falta que fazia a amazona de torço estampado de esperança, montada em seu cavalo negro como nossa ancestralidade.
De repente, as pessoas se entreolharam e compreenderam que ela precisava continuar o seu caminho e que caberia a cada um transformar a semente deixada em substância. Caberia a cada aldeia, cada tribo, cada estado que bebeu de suas idéias, difundi-las. Grande era essa tarefa, pois caberia a todos eles, a todos Nós, tornar os homens e mulheres conscientes de sua negritude.
Valeu, Lélia Gonzalez!
(Texto de Néia Daniel - Rio de Janeiro, julho de 1994)
E ela, como um antigo “griot”, contava e contava histórias.
Histórias das mulheres guerreiras, histórias dos Núbios, de civilizações egípcias cor da noite que construíram a base da humanidade. Contava história de Nani, no centro da América defendendo seu povo.
O que ela queria, todo tempo, era passar para o povo da aldeia o entendimento daquilo que eles viam a seu redor. O tempo todo ela contava a perspicácia dos caminhos que outras tribos percorreram. Ela transmitia CONHECIMENTO.
A idéia de liberdade passada por essa amazona, de torço estampado de esperança, montada em seu cavalo negro como nossa ancestralidade era tanta, que várias outras aldeias, tribos, estados pararam para ouvi-la.
E absorviam cada idéia contada por ela.
Um dia, quando a aldeia acordou, percebeu que ela havia partido.
Todos ficaram perplexos, confusos... Como? Quem nos contaria outras histórias, quem?
A aldeia caiu em desânimo, tamanha era a falta que fazia a amazona de torço estampado de esperança, montada em seu cavalo negro como nossa ancestralidade.
De repente, as pessoas se entreolharam e compreenderam que ela precisava continuar o seu caminho e que caberia a cada um transformar a semente deixada em substância. Caberia a cada aldeia, cada tribo, cada estado que bebeu de suas idéias, difundi-las. Grande era essa tarefa, pois caberia a todos eles, a todos Nós, tornar os homens e mulheres conscientes de sua negritude.
Valeu, Lélia Gonzalez!
(Texto de Néia Daniel - Rio de Janeiro, julho de 1994)
Assinar:
Postagens (Atom)